segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Quanta pergunta

Me lembro quando era criança e sempre que ia na casa de algum parente, vinha a pergunta: O que você quer ser quando crescer? Perguntinha mais besta, como se fosse possível saber isso aos 9 anos de idade. Eu quis ser tanta coisa: Cientista, astronauta, jornalista, atriz, professora, paquita. Aos 9 anos podemos tudo, sonhamos e mudamos de idéia mais rápido do que se possa imaginar.
Depois as amigas começaram a perguntar: Você já deu o primeiro beijo? Como assim? Eu tinha apenas 12 anos e não queria saber dessa coisa de beijar, melhor era brincar (eu ainda brincava de boneca e "cozinhadinha").
Mas inevitavelmente o primeiro beijo aconteceu. Daí começaram a preguntar: Quando você vai namorar? Espera aí, eu só tinha 14 anos e não queira saber dessa coisa de namorar não. Queria mesmo era ir nas festinhas dançar a noite toda (melhor, até meia-noite que era a hora que tinha que ir embora).
Só que como tinha de ser, comecei a namorar, e logo a pergunta: Quando você vai casar? Nossa, nem pensava em casamento, queria curtir meu namoro e tinha ainda muitos planos a concretizar. Nesse meio tempo fiz faculdade, já quase certa do que eu queria ser. Arranjei um emprego bacana e curti muito.
E, como estava escrito, eu me casei. Ainda na lua-de-mel: O bebê é pra quando? Calma, ainda quero curtir meu casamento, e realizar outros tantos projetos. Porque tanta ansiedade? Sei que se um dia o bebê vier terei que me preparar para a próxima pergunta: Quando você vai dar um irmãozinho para o(a) ...
Nossa quanta pergunta.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Campanha Eleitoral

Hoje vou falar de política. Calma, não vim aqui defender o candidato A ou B, até porque a essa altura do campeonato creio eu que você já tenha decidido seu voto. Quero é demonstrar meu descontentamento com o processo eleitoreiro.

Como acreditar no futuro do país, quando os candidatos para o mais alto cargo do estado, se preocupam mais em se atacar do que elaborar propostas concretas para o desenvolvimento do país? Que usam a mídia para fazer teatrinho e se fazer de vítima? Que apóiam os correligionários a distribuir panfletinhos à surdina atacando adversários?

A campanha eleitoral se transformou em circo de horrores, apelação geral mesmo. Religião se misturando com política, em um estado laico, Presidente se valendo da sua posição para fazer campanha (acho que para isso teria que ter se afastado do cargo), discussão sobre aborto, casamento gay e outras cositas, sendo o foco da campanha.

Somos obrigados todos os dias a acompanhar brigas e mais brigas entre os candidatos e seus correligionários. Mas e a educação, senhores candidatos? Ah, esqueci, vocês estão preocupados com questões mais sérias, do tipo quem é mais religioso...

Sempre dizem para votarmos com consciência, mas, nos dão alguma opção? Em alguns casos o voto tem sido no “menos pior”, ou seja, por eliminação.

Concordo que já avançamos bastante e arrisco a dizer que estamos mais conscientes. Mas ainda torço para que um dia, possamos escolher o candidato a candidato, e que a campanha eleitoral seja pautada em propostas concretas e não nessa baixaria que vemos todos os dias na TV.

Não ache que pela minha orientação política “vermelhinha” (como diria Cintia Costa), eu esteja tomando partido (é, acho que estou), mas nesse caso acho que está tudo errado, mesmo do lado de cá.

Fica a dica senhores candidatos, o povo já está cansado de embates, queremos propostas concretas e pessoas capazes de construir um futuro melhor e não pessoas que se preocupam mais em simular ataques pra se fazer de coitadinho, ou denegrir a imagem do outro para ganhar votos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dica de Livro

O Diário de Anne Frank

Publicado pela primeira vez em 1947, por inciativa de seu pai, o Diário de Anne Frank veio revelar ao mundo o que fora, durante dois longos anos, o dia-a-dia de uma adolescente condenada a uma voluntária auto-reclusão, para tentar escapar á sorte dos judeus que os alemães haviam começado a deportar para supostos “campos de trabalho”.
Um livro emocionante, que mostra o dia-a-dia de quem, durante a Segunda Guerra Mundial teve que se esconder e viver em um submundo, marginalizados e sem perpectivas de voltar à vida normal.